Mato Grosso ocupa a primeira posição no ranking nacional de focos de calor registrados em 2026. Segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado já contabilizava 4.553 focos entre 1º de janeiro e 11 de agosto, número superior ao registrado em outros estados brasileiros.
O cenário se tornou ainda mais preocupante com a chegada do período mais intenso da estiagem. Somente nos primeiros dez dias de agosto, foram identificados 582 focos de calor em Mato Grosso, contra 278 no mesmo período de 2025. O aumento representa 109,4% em apenas um ano.
A situação também avançou nos dias seguintes. Conforme os dados mais recentes divulgados pelo monitoramento, Mato Grosso chegou a 809 focos registrados desde o início de agosto, mantendo a liderança nacional no período. Até o dia 11, 227 focos permaneciam ativos no estado, aumentando a pressão sobre as equipes responsáveis pelo combate aos incêndios.
Municípios enfrentam incêndios de grandes proporções
Entre as áreas mais afetadas está Paranatinga, que já contabilizava 349 focos desde o início do ano, aparecendo entre os municípios brasileiros com maior número de ocorrências.
Outra situação preocupante é registrada em Nova Santa Helena, onde um incêndio atingiu aproximadamente 15 mil hectares em dez dias. O município aparece entre as áreas com maiores extensões atingidas pelo fogo no país neste momento.
Em Barra do Garças, outro incêndio de grandes proporções já atingiu mais de 13 mil hectares, evidenciando a dimensão dos impactos provocados pelo período de seca.
️ Calor e baixa umidade aumentam o risco
O avanço das queimadas ocorre justamente em um período marcado por baixa umidade do ar, altas temperaturas, pouca chuva e vegetação seca. Essas condições facilitam o início e a rápida propagação das chamas, principalmente em áreas de vegetação.
Além disso, um período de calor acima da média atinge o Centro-Oeste em agosto. A previsão aponta temperaturas que podem chegar a 40°C a 42°C em algumas regiões, incluindo Mato Grosso, aumentando ainda mais a preocupação com incêndios.
Os biomas Cerrado e Amazônia estão entre os mais atingidos pelos focos registrados no estado. Apesar da liderança em número de focos, o cenário nacional mostra que a área total queimada no Brasil em 2026 está abaixo da média histórica.
⚠️ População deve redobrar os cuidados
Com a estiagem ainda em andamento, a recomendação é evitar qualquer atitude que possa provocar incêndios. Não colocar fogo em terrenos, não queimar lixo ou folhas e nunca jogar bitucas de cigarro em áreas de vegetação seca são medidas importantes para evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios.
O momento exige atenção de toda a população, principalmente porque as condições de calor intenso e baixa umidade devem continuar favorecendo o risco de queimadas em Mato Grosso nos próximos dias.