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Do Sertão ao Guinness: a história impressionante de Feliciano Amaral, o “Rouxinol” que cantou por mais de 70 anos
Por Administrador - Gospel MIX 88.9FM
Publicado em 19/02/2026 10:41
Música

 

Poucos nomes são tão respeitados na música cristã brasileira quanto o de Feliciano Amaral. Pioneiro, pastor, missionário e recordista mundial, ele construiu uma trajetória que atravessou gerações e ajudou a consolidar a música evangélica no país quando o segmento ainda engatinhava.

Nascido em 1920, Feliciano iniciou oficialmente seu ministério de cantor em 1945. Três anos depois, em 1948, lançou seu primeiro disco — em uma época em que as gravações eram feitas em frágeis discos de 78 rotações por minuto, que comportavam apenas algumas faixas. Ele foi um dos primeiros a registrar hinos evangélicos em estúdio no Brasil, abrindo caminho para um mercado que décadas depois se tornaria uma potência.

Ao longo de mais de sete décadas de atividade ininterrupta, gravou 39 discos, muitos deles posteriormente convertidos para CD, garantindo que seu repertório continuasse alcançando novas gerações. Seu estilo era marcado por interpretações profundas, voz firme e uma entrega emocional que lhe rendeu o apelido de “Rouxinol do Sertão”.

Recorde mundial

Em 2013, entrou oficialmente para o Guinness World Records como o cantor mais velho do mundo ainda em atividade. O reconhecimento internacional simbolizou não apenas sua longevidade, mas a fidelidade ao chamado ministerial que manteve até a velhice.

Pastor dedicado e exemplo de fé

Mais do que cantor, Feliciano Amaral foi pastor comprometido com o cuidado das igrejas por onde passou. Quando liderou a Igreja Batista de Montes Claros, em Minas Gerais, ficou conhecido por percorrer longas distâncias a pé — chegando a caminhar até 150 quilômetros — para visitar membros e cumprir compromissos pastorais. Sua vida era marcada por simplicidade, disciplina e zelo espiritual.

Voz presente em momentos históricos

Em 1974, participou da grande cruzada evangelística realizada no Estádio do Maracanã pelo evangelista norte-americano Billy Graham. O evento entrou para a história como uma das maiores mobilizações cristãs já realizadas no Brasil, e a presença de Feliciano reforçou sua relevância no cenário evangélico nacional.

Reconhecimento público

Em 2003, aos 83 anos, recebeu uma Moção de Aplausos e Congratulações da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), como forma de reconhecimento por sua contribuição à música e à fé cristã no Brasil.

Vida pessoal e longevidade

Feliciano viveu até os 97 anos. Após ficar viúvo, casou-se novamente com Rubenita do Amaral, demonstrando vitalidade e disposição para recomeçar. Mesmo na terceira idade, manteve o fôlego para cantar e a dedicação ao ministério, sendo exemplo de perseverança.

Um legado que atravessa gerações

Faleceu em 7 de julho de 2018, em Porto Velho (RO), deixando um patrimônio musical que influenciou corais, quartetos, cantores solo e igrejas em todo o país. Seu trabalho ajudou a popularizar hinos tradicionais e a fortalecer a identidade da música evangélica brasileira.

Mais do que números ou recordes, Feliciano Amaral deixou um testemunho de constância, fé e serviço. Sua história permanece como referência para quem acredita que ministério é vocação para a vida inteira.

 
 
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