A influenciadora digital presa durante a Operação Fallacia, suspeita de se passar por advogada para aplicar golpes, possui um extenso histórico policial em Mato Grosso. Conforme informou o delegado responsável pelo caso, ela já é alvo de mais de 60 boletins de ocorrência registrados por crimes como estelionato, injúria, difamação, ameaça e calúnia.
As investigações apontam que a suspeita teria se apresentado ilegalmente como advogada para intermediar acordos e negociações, convencendo vítimas a realizarem pagamentos sob a promessa de solucionar questões judiciais. Em um dos casos investigados, um homem acreditou estar formalizando um acordo de divórcio e realizou diversas transferências em dinheiro. Além disso, entregou seu veículo, que supostamente seria repassado à ex-companheira. Segundo a Polícia Civil, o automóvel permaneceu em posse da investigada e foi recuperado durante o cumprimento do mandado de prisão.
De acordo com o delegado, a quantidade de registros policiais demonstra um padrão de comportamento que já vinha sendo investigado há algum tempo. As ocorrências envolvem diferentes vítimas e cidades do estado, incluindo denúncias relacionadas à aplicação de golpes, ofensas e acusações consideradas falsas contra diversas pessoas.
A prisão faz parte da Operação Fallacia, deflagrada pela Polícia Civil para apurar crimes de estelionato, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. Durante as diligências, os investigadores localizaram bens que estariam ligados às investigações, entre eles o veículo apontado como parte do suposto golpe.
A suspeita permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil continua reunindo provas e ouvindo novas vítimas. As investigações seguem em andamento e outras pessoas que acreditam ter sido lesadas podem procurar a delegacia para registrar ocorrência e contribuir com o inquérito. Até o momento, a defesa da investigada nega as acusações, e o caso ainda será analisado pelo Poder Judiciário.