A pastora Helena Raquel fez um forte alerta contra a violência doméstica durante sua participação no 41º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC). A mensagem, considerada uma das mais impactantes do evento, rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Durante a ministração, a pregadora abordou temas muitas vezes silenciados dentro das igrejas, como agressões contra mulheres e abusos, incentivando vítimas a romperem o silêncio e buscarem ajuda.
“Pare de orar por ele e denuncie”
Em um dos momentos mais marcantes, Helena Raquel direcionou sua fala às mulheres que vivem em relacionamentos abusivos. Segundo ela, é necessário priorizar a própria vida e segurança.
A pastora orientou que vítimas procurem delegacias especializadas e lugares seguros, reforçando que não devem confiar apenas em pedidos de desculpas dos agressores. “Quem agride, mata”, afirmou.
Crítica ao silêncio dentro das igrejas
A pregadora também fez críticas à omissão de líderes e fiéis diante de casos de violência, destacando que ainda existe uma cultura de encobrir situações graves dentro do ambiente religioso.
Ela denunciou a contradição de pessoas que demonstram fé publicamente, mas praticam violência dentro de casa, classificando essa postura como inaceitável.
“Ungido não é abusador”
Outro ponto enfatizado por Helena Raquel foi que não existe justificativa espiritual para práticas abusivas. Segundo ela, não há como associar autoridade religiosa com comportamentos violentos.
A pastora reforçou que crimes devem ser tratados como tal e denunciados às autoridades, destacando canais como o Ligue 180 (violência contra a mulher) e o Disque 100 (direitos humanos).
Repercussão
A mensagem foi vista por muitos como um divisor de águas dentro do meio evangélico, ao trazer um posicionamento mais firme sobre a necessidade de enfrentar a violência doméstica com responsabilidade e ação prática.