Uma ação coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão de integrantes de uma organização criminosa suspeita de aplicar o chamado “golpe do falso presente” contra vítimas no estado. A ofensiva fez parte da segunda fase da Operação Presente de Grego e teve desdobramentos fora de Mato Grosso.
Ao todo, a Justiça expediu 36 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 14 determinações de bloqueio de bens e valores. As diligências ocorreram nas cidades de São Paulo e Taboão da Serra, com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
As investigações tiveram início após uma série de registros de ocorrência em Cuiabá, onde as vítimas relataram prejuízos significativos. De acordo com os dados apurados, o montante total ultrapassou R$ 160 mil. Parte dos valores foi alvo de bloqueio judicial durante a operação.
Como funcionava o esquema
Segundo a apuração, os criminosos entravam em contato com as vítimas informando sobre a entrega de um suposto presente, geralmente em datas comemorativas. No momento da entrega, alegavam a necessidade de pagamento de uma taxa simbólica, que deveria ser quitada por meio de cartão.
Durante a transação, os investigados manipulavam a máquina ou induziam a vítima ao erro, cobrando valores muito superiores aos informados verbalmente. Em alguns casos, as vítimas só percebiam o prejuízo horas depois, ao consultar o extrato bancário.
Desdobramentos
A primeira fase da operação já havia identificado parte da estrutura do grupo, incluindo responsáveis pelo contato com as vítimas, operadores financeiros e pessoas encarregadas de recrutar entregadores para executar a fraude presencialmente.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e rastrear valores desviados. Os presos poderão responder por estelionato, organização criminosa e outros crimes relacionados às fraudes eletrônicas.